ASCESE

Ascese é a viagem do conhecimento interior. A minha viagem pelo cone sul (Sul do Brasil,Uruguai,Argentina e Chile até o deserto do Atacama)

A trilha sonora da viagem. Cliquem para ouvir.

My Way

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

17 e 18 de Janeiro - Encontros e desencontros

17/01/2010

A noite e até agora não mais nem sinal dos mineiros.
O André conseguiu chegar hoje, deixou recado aqui no hotel, mas nos desencontramos. Conversamos mais a noite por telefone e marcamos de almoçar juntos amanhã.
Não fiz muita coisa a tarde e a noite, sair para comer alguma coisa e dar umas voltas. A cidade estava em polvorosa com a vitória do Piñeda nas eleições presidenciais. Aproveitei para deitar mais cedo e descansar um pouco. Antes de dormir, devido a tantos encontros pelo caminho, perpetrei um pequeno poema que fechará a edição deste reportero.

18/01/2010

Acordei mais tarde do que esperava, lá pelas 10:30 da manhã, tomei meu "desejuno", um banho e liguei para o André.

Passei no hotel do André, que está mais bem localizado que o meu (Quase na beira da praia). Caminhamos um pouco por aqui e almoçamos num restaurante de mariscos muito bom. O André é uma boa pessoa e bom companheiro, apesar da diferença de idade é um cara bem maduro, estuda medicina em Brasília.
Depois do almoço cada um foi para o seu canto, para descansarmos um pouco. Aproveitei para passar no cassino e daoir uma jogadinha de poker, nem ganhei nem perdi (acho que volto a noite). Na volta comprei uma camisa do Colo-colo para o Gabriel (agora chega,rsss, esse meu afilhado já ganhou presentes demais).

Punta del leste é uma cidade bem bonita, lembra Cabo Frio. As praias sao bem feinhas, mas a cidade é bem movimentada.


Vista de uma das praias









Vista do cassino


Logo mais a noite vou sair para tomar umas cervejas com o André para nos depedirmos. Eu saio mañana temprano e ele volta parra Santiago de ônibus, com a bike desmontada numa caixa para pegar o avião para Brasília.

Até agora nem sinal dos mineiros. Como estão estudando e hoje é segunda devem ter aulas o dia inteiro, afinal cada uma toca sua vida, não é mesmo?

Em tempo: O tempo aqui é meio maluco. Fez frio a noite e amanheceu frio e nublado. Senti frio e resolvi voltar ao hotel para trocar de roupa. Foi a conta de me trocar e sair que abriu o sol e começou aesquentar.

Ps: Ainda não tomei vinho em toda a viagem. Para falar a verdade nnão gosto muito de vinho (os enólogos que me perdoem), prefiro uma boa cerveja. E estou experimentando muitas.

Ps 1 : Aproveitei para reler os comentários de todas as postagens. Me emocionei  e me enterneci muito. É muito bom ler as palavras de incentivo e sentir a presença de todos voçês. Minha gratidão. NÃO SE ESQUEÇAM DE MIM!

Momento poético:

Pedaços de Vidas



18/01/2010



Cada encontro

São pedaços de vidas,

Pedaços de histórias,

Curtas, desconexas,
Com suas dores e alegrias.


Cada encontro é um ponto
De um pedaço de um conto

Sem início, sem fim,

Só meio, só momento.


Cada encontro é uma brecha,
Uma abertura, uma fresta
Por onde se pode vislumbrar

Pedaços de uma vida

Fragmentos do momento.

Cada encontro é um como vai?

É um adeus, boa viajem.

Destinos desconexos,

Momentaneamente conectados.


Cada encontro é um tempo
Sem início e sem fim.
Vidas que se cruzam e se afastam.
O que se passou?o que se passará?
Como estarão? Que se vaiam bien. Suerte.


O tempo passa muito depressa.

domingo, 17 de janeiro de 2010

16 e 17 O céu e o inferno

16/01/2010



Conheci muito pouco de Mendoza, a noite fui ao “pedonal” e dei uma passeada pelo parque da cidade que estava lotada. Muitos artista de rua se apresentavam um conjunto de blues/rock deu um verdadeiro show. Na praça havia também uma feinha (feira de artesanato).Por todo lado havia “artista” e artistas. Enquanto jantava uma massa leve tomei uma cerveja preta de 1 litro chamada Andes. O casal ao lado toma uma cerveja com nome de Iguana e havia um iguana no rótulo. Até pensei em experimentar a tal cerveja, mas não conseguiria beber mais um litro de cerveja.


Acabei por descobrir que o casal de jovens ao lado era Chileno. Karen e Felipe são de La Serena e estudam em Santiago, conversamos um pouco depois fui dormir já que estava bem cansado e o litro de cerveja começou a fazer efeito.


Não consegui sair cedo de Mendoza, tive que arrumar a bolha que estava se soltando e deu muito trabalho.


O Céu:


A estrada que sobe os Andes é magnífica. Valeu a pena toda a viagem só por esta parte do mundo. A cada curva uma paisagem mais deslumbrante que outra. Logo na saída de Mendonza já se podia avistar a cordilheira. Foi uma viagem muito tranqüila do lado Argentino da montanha. No caminho conheci um casal de Argentinos que viajava numa Harley 883 e reencontrei a família de Curitiba que conhecera no hotel. A moto tem feito muito sucesso, vira e mexe alguém pede para tirar fotos.



Início da estrada cordilheira ao fundo


Casal de Argentinos



Família de Curitiba


Na subida passei pelo mirante do Aconcágua, uma visão Majestosa. Me emocionei muito no caminho. Havia refletido pela manhã que a beleza deveria estar dentro de nós, que não haveria sentido só na beleza externa se não somos capazes de apreciar. Naquela estrada, naquela montanha me senti em comunhão com a vida. Tive que segurar a emoção, afinal estava pilotando.






O magnifíco Aconguagua ao fundo envolto em nuvens




O Inferno:


Quando acabei de atravessar um túnel bem grande na montanha me deparei com uma fila enorme. Era a “cola” da duana. Me avisaram lá em baixo que estaria grande, eu não imaginava quanto, fiquei por lo menos umas 4 horas na tal fila e ainda tive que retirar e abrir toda a bagagem.



A "filinha" na duana


Na fila conheci uma cara de Brasília, bem mais louco do que eu, gente muito boa, que vinha de Foz do Iguaçú de bicicleta, também em viagem solo. Pudemos trocar muitas impressões e houve muita empatia, marcamos de jantar em Viña, ele deverá chegar aqui hoje.



André ( o mais maluco que eu)

Finalmente consegui chegar aos caracoles do lado chileno, parei para tirar uma foto e, adivinhem? A máquina havia travado (pensei com meus botões: a Mônica vai me matar) Não houve jeito da máquina funcionar. Puto da vida acabei de descer a montanha. Logo depois da duana passei pela estação de esqui de Portillo. Já havia estado no local há muitos anos atrás numa viagem aos Lagos Chilenos e Santiago, na época achei a estação linda, agora no verão, me pareceu pequena e feia. Mais abaixo na descida reencontrei o André de bike, conversamos mais um pouco e continuei a descida. O trânsito estava caótico, havia desvios de obras parando o tráfego a toda hora. Quando avistei o primeiro posto, parei para abastecer e tomar um café. Logo depois chegou o André, tomamos um café juntos. Para quem já estava puto da vida como eu, quando apareceu um cara me cobrando 150 PCH pela mijadinha, quase explodi, por fim paguei porque de fato havia avisos. Logo depois chegaram três caras em BMWs 1200 que vinham das cercanias de Mendonza onde foram acompanhar o rally Paris/Dacar (que está acontecendo na Argentina e no Chile), conversamos um pouco, os caras eram chilenos.


Cheguei em Santiago a noite já e pensava em encontrar um Shopping para comprar ou máquina fotográfica. Não encontrei e fui procurar um hotel no centro. A cidade é enorme e espalhada, rodei igual peru tonto e não vi nenhum hotel sequer, além de sofrer com os motoristas de lá. Por fim depois de muito perguntar me um hotel que estava lotado, o cara pediu para esperar e depois voltou me dizendo que vinham me buscar de carro e me levaria a outro hotel, nesta altura, além de puto estava cansado e com fome. Finalmente me instalei no hotel onde achei o povo muito chato (Não sei se era o meu mau humor).


No jantar a má impressão começou a se dissipar, o garçon foi muito atencioso, o lugar muito aconchegante e comi um bom peixe (já eram quase meia-noite).


Fui dormir e acordei com uma sede danada, quando fui abrir a porra da “nevera” estava trancada, eram quase 4 da manhã, o cara do hotel me explicou que era preciso fazer um depósito de garantia. Quase explodi de novo, me controlei para não mandá-lo enfiar a geladeira, a água e o hotel naquele lugar. O recepcionista veio, abriu a geladeira e me cobrou exorbitantes 4.000 PCH por duas águas ( 8 US$).


Fiquei com uma péssima impressão de Santiago e já estava com saudade da Argentina e do Uruguai.


Resolvi sair dali no dia seguinte para vir para Vinã Del Mar.


Em tempo: A máquina fotográfica voltou a funcionar. Antes de encontrar o hotel eu a testei, e ela deu sinais de vida. Imaginei que pudesse ser a umidade das montanhas uma vez que eu havia usado a máquina no guidon da moto enquanto subia a montanha. Usei o secador e ela voltou a funcionar perfeitamente, melhor assim. De qualquer forma vou comprar outra nova igual para a Mônica em Ciudad de Leste no Paraguai.


17/01/2010


Acordei relativamente cedo, e tomei café com um Sr canadense, conversamos muito tempo em inglês e ele me contou que se desencontrou da amiga chilena no aeroporto e que teve que vir para a cidade para ficar num hotel, que havia mandado um e-mail para ela. Eu o achei muito triste.


Quando estava arrumando a moto, ele chegou de carro com a amiga todo serelepe, fiquei feliz por ele (Temia que ele tivesse vindo de tão longe para levar um cano).


Viagem tranqüila os poucos 130 km até Vinã Del Mar. No primeiro hotel que entrei só encontrei brasileiros que estavam fazendo doutorado aqui. No segundo, no qual estou fui recepcionado por uma turma de professores de Manhuaçu, que estão fazendo mestrado aqui. Tive direito a churrasco e tudo o mais. Tiraram muitas fotos e se encantaram com a moto.

Aliás é de se pensar, quem conduz quem? Se eu conduzo a moto ou ela me conduz?



A mineirada


Bem gente, vou ficando por aqui, pretendo tomar umas e comer alguma coisa logo mais. Mandei um e-mail para o André com o endereço do hotel para o André, vamos ver se ele consegue chegar, está esfriando muito e o cara vai passar frio.

Fico aqui hoje e amanhã. Depois de amanhã subo para o norte e em vez de fazer 800 km num dia só picarei o trajejo, fazendo trechos de 400 km. Aproveito para viajar pelo litoral do Pacífico e parar em La Serena, que dizem ser muito bonito.


Bem gente, vou ficando por aqui com esse longo “reportero”, beijos a todos, não se esqueçam de mim.


16/01 - Notícias mais rápidas ainda

Estou saindo de Santiago para Viña del Mar. Acho que não volto aqui. Não gostei da cidade. Talvez aproveite o dia ganho para dividir a inda para o norte viajando de 400 em 400 Km pelo litoral.
Amanhã atualizo o blog direito (rssss prometo).

Beijos a todos. Olha a poupança...rsss

Notícias muito rápidas 16 de janeiro

16/01/2010

Estou em Santiago. Custei a chegar aqui. A travessia doas Andes foi como ir do céu ao inferno no mesmo dia. Fiquei horas na fila da duana. Só consegui chegar aqui a noite e foi um custo para achar um hotel nesta cidade enorme.
Amanhã haverá eleições presidenciais aqui, de modo que vou passar o domingo e Viña del Mar que é pertinho. Estou em dúvida se volto para cá ou sigo para o Atacama e ganho um dia no cronograma.

Na proxima postagem darei detalhes de Mendonza, da viagem e daqui, com direiro, desta vez a muitas fotos.

Amanhã faço um relato mais detalhado. Beijos a todos. Não se esqueçam dos depósitos na minha poupança.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

14 e 15 de janeiro - Gracias a la vida

GRACIAS A LA VIDA QUE ME A DADO TANTO...

14/01/2010


Sai as 9:10 hora local, de Buenos Aires, gastei aproximadamente 11 horas para fazer os 800 km até San Luiz. Viagem super tranquila e apesar da distância foi o mellhor trecho que fiz até agora. Passei por uma cidade chamada Lujan que é a Aparecida do Norte daqui. Nossa Sra de Lujan  é a  padroeira da Argentina.

Duas coisas interessantes:
Parei num posto a uns 200 km de Buenos Aires para abastecer, na lanchonete havia umas meninas 8 a 9 anos, pareciam filhas do dono. Quando estava saindo me perguntaram como se falava adeus em francês (rsssss), respondi e expliquei que eu não era francês e sim brasileiro, etc. Não sei de onde tiraram a idéia de que eu era francês.

Uns 200 km mais a frente encontrei com um Argentino numa CG 125 cc, que estava viajando de Buenos Aires até San Juan ( Mis ouu menos 1500 km), conversamos um pouquinho e ele pediu para tirar uma foto comigo e com a moto, quase dei autógrafo...rsssss.

Demorei a abastecer em alguns trechos e o tanque chegou na reserva duas vezes. daqui para a frente vou abastecer a cada 150 km. San Luiz é uma cidade de aproximadamente 200 mil almas, e bastante movimentada. Parece que todo mundo que viaja passa por lá. É muito bonita, aliás isto tudo aqui está muito parecido com o Brasil em alguns lugares. Não sei se é impressão. A noite conhecí rapidamentte uns paulistas que estavam viajando em 4 motos até o Chile. O casal que conheci estava numa Shadow 600 mas dois dos seus companheiros estavam vijanado em motos de 250cc, a incríveis 80 km/h. Sairam antes de mim pela manhã, mas logo depois os passei na estrada. Estão por aí atrás.


Em tempo: Em Buenos Aires fiquei no Hotel Waldorf...não é o Astória de Ny...rssss


15/01
Saí de San Luiz por volta das 11:30 e fiz os 247 km até Mendonza em aproximadamente 2 horas (Ótima estradas). Por incrível que pareça, foi muito chato, em comparação com ontem. Enquanto esperava a liberação do quarto, fui amoçarr e agora estou no hotel fazendo esta atualização. Tinha intenção de ir até uma vinícola perto daqui, mas vou descansar a  tarde e a noite vou num "peatone" aqui no centro para comer alguma coisa. Saio amanhã bem cedo para cruzar a cordilheira. Por falar em Andes da estrada parra Mendonza dá para ver a silhueta da Cordilheira, imaginem, a mais de 200 km de distância, realmente magnífica.
Pretendo fazer a revisão dos 16.000 km da moto em Santiago, se der para fazer em um dia. Também estou pensando em não ir a Vinã del Mar, talvez seja melhor ficar o dia ganho no proprio ATacama, desta forma paro 4 dias inteiros. Vamos a ver!


Reflexões Livres:


Estou descobrindo agora que a maior aventura de nossas vidas é viajar para dentro de nós mesmos sem medo do que vamos encontrar. Esta sim é uma grande aventura e estou adorando.


Custo a acreditar que estou onde estou e no que estou fazendo. As vezes parece um sonho muito real.


A opção em trazer o casaco de verão foi muito acertada. Faz um calor terrível e eu estou muito confortável, o danado cumpre a sua função.


Interessannte como o trecho de 800 km me  cansou menos do que muitos outros, cheguei bem inteiro.


As dores nas mãos, que vinha sentindo desde que saí sumiram que por encanto. Ficou uma ligeira dorzinha nas costas, quando o trecho é muito longo.


Até o presente momento não fui molestado pela Polícia Rodoviária daqui, passei direto em todas as barreiras, uma boa economia em propinas.


É muito interessante quando  percebemos que tudo se torna muito familiar, os lugares, a língua, rápidamente me sinto em casa em qualquer lugar, e se estabelece uma rotina. Por falar nisso estou parecendo um caracol, que carrega a casa consigo por onde anda.


Fico devendo as fotos desse período, não tirei nenhuma, prequiça e falta de inspiração.


Um beijo carinhoso a todos e, por favor continuem depositando na minha poupança de carinho.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

13/01 Dia Livre

O dia hoje foi bem normal. Um belíssimo sol para iluminar essa bela cidade. Só sai lá pelas duas horas, além de dormir até mais tarde aproveitei para atualizar o blog do dia 12 como vocês viram. Dei uma caminhada rápida na Calle Florida, mas não havia nada de iteressante, aliás uma sensação bem grande de "deja vú", aproveitei para comprar uma camisa do Boca Juniors para o Gabriel. Da Florida peguei a moto e fui até Puerto Madero, onde tirei algumas fotos, também já conhecia o lugar e comi alguma coisa por lá.



Puente da Mujer (P.Madero)



Escuna ao lado da ponte aberta a visitação



Esse viajante que vos fala, nem tão aventureiro assim

Resolvi não ligar para o Eduard. Em primeiro lugar não quis incomodar e, principalmente não queria compromissos, nem esperar ninguém, nem fazer ninguém esperar, queria ser dono do meu tempo. Estou preocupado será que já estou tão acostumado a ficar sozinho que estou me tornando um "ermitão"? Se a moda pega.....   Optei por ir sozinho ao Cassino de Palermo, que é absolutamente imperdível., foi o ponto alto da estada aqui. A construção é magniífica e o Cassino é enorme, para variar, também não levei a máquina fotográfica. Ganhei 100P$AR no poker. Pagou o jantar o táxi e ainda sobrou troco.

Amanhã saio cedo para San Luiz, um estirão de 800 km, vou tentar mandar notícias de lá, se conseguir um hotel com internet.

Beijos a todos, minha gratidão e minha emoção pelos depósitos na minha poupança de carinho.





quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Periplo -12 de janeiro


De volta à cronologia da viagem, após as notícias rápidas.



12/01/2010


Na noite anterior me preparei para sair cedo de Montevidéo. Guardei a roupa de chuva e separei a de verão, acreditando que não precisaria mais dela. Ledo engano. O sol fantástico do dia anterior foi substituído por uma chuva muito forte de manhã. Tive que refazer a mala para me preparar para a viagem até Colonia.


Sai com chuva mesmo, o que atrasou um pouco a partida e a viagem. Pretendia sair as 8 horas para pegar o Buquebus das 11.15. Só consegui sair do hotel as 9 horas. O início da viagem foi com muita chuva, depois que ela parou imprimi um ritmo muito forte de viagem, faltando uns 50 km de Colonia, que fica a 180 km de Montevidéo, uma vento lateral me obrigou a diminuir para 100, 110 km por hora com a moto dançando muito. Cheguei na estação do Buquebus por volta de 11 horas. Um casal que estava na fila demorou demais para se resolver, perdi a barca por 5 minutos. Só havia lugar em outra que transportasse motos e carros as 20 horas. Não houve outra alternativa senão ficar para conhecer um pouco a cidade histórica e de veraneio. Acabou valendo a pena, apesar da longa espera.




Na estação do Buque Bus na chegada


Colonia é uma belíssima cidade (Lembra Búzios) às margens do Rio da Prata, que divide o Uruguai da Argentina. Dei uma volta pela cidade. Na entrada vi um Cassino onde pretendia passar o tempo depois do almoço. Nessa altura o sol estava fortíssimo e não havia nenhuma nuvem no céu (que ironia). Almocei num café numa praça muito agradável onde tinha um farol. Boa comida, bom atendimento. Ao meu lado duas moças conversavam numa língua que eu nunca havia ouvido antes, acho que era Sueco, de qualquer forma não quis puxar conversa.



Colonia UR


 
Colonia UR



Colonia UR




Em cima do Farol



Geral de cima do Farol com praça onde fiquei



Servidos?




Depois do almoço me dirigi ao Cassino, mas não havia estacionamento onde pudesse deixar a moto toda montada com a bagagem, não pude ficar. Dalí fui abastecer. No posto encontrei com uma turma de SC também viajando de moto. Não houve empatia.


Dei mais uma volta na cidade e voltei para a praça. Estacionei numa sombra e me deitei na grama em frente para descansar um pouco. Acabei por tirar um cochilo de mais ou menos meia hora (Seu guarda eu não sou vagabundo...dormi na praça..rss). Acordei por volta de 16 horas, peguei um livro, escova de dentes e fui para o café no qual havia almoçado que serve um bom café expresso. Fiquei por lá lendo, tomando café e água até por volta de 17:45, quando voltei à estação para ver se conseguia um lugar na barca rápida das 19 horas (tinha posto meu nome na lista de espera). Não havia lugar e conheci uma outra turma de brasileiros de SC que também buscavam passagem. Apenas conversamos rapidamente. Já que estava por lá fui providenciar o Chek In para embarcar.


Quando estacionei dentro da barca, que por sinal é bem grande e confortável, com câmeras de segurança por todo o deck de estacionamento, conheci uma americano, que estava viajando numa velha Harley 883, com placa da Califórnia. Começamos a conversar em inglês e descobri que o Eduard vivia em Buenos Aires havia uns cinco anos com sua esposa Elisa (espanhola). Foi ótima companhia por toda a viagem (cerca de 3 horas). Eduard é antropólogo aposentado, nascido no Arizona (num é que o cara parecia mesmo um Cowboy de anúncio de cigarros). Sua esposa é doutora em línguas.



Os dois "gringos"




Por do Sol no Prata




Interessante que enquanto conversávamos em inglês, com algumas palavras de espanhol de quando em quando, as pessoas olhavam muito para os dois gringos vermelhões, alguma chegaram até a tirar fotos (discretamente é claro). Eduard me disse que as pessoas achavam que éramos artistas ou coisa parecida. Rimos muito de tudo isso. Uma figuraça, uma boa companhia de viagem. Ficamos de jantar hoje no Cassino aqui em Buenos Aires.

Como havia dito antes, o barco era muito confortável e tinha 3 andares. No último andar havia um show de um cantor muito bom, que encerrou a show cantando "A MI MANERA", versão em espanhol de My Way, que é a trilha musical dessa viagem. Nem preciso dizer o quanto me empolguei e me emocionei.





No desembarque nos despedimos e peguei o telefone da casa a deles para ligar mais tarde. Peguei a avenida errada na saída, e só consegui chegar no hotel indicado pelo casal, aqui perto da Florida já quase meia noite. Estou encantado com a recepção dos argentinos, tanto no hotel quanto no estacionamento onde guardei a moto. Sempre interessados e amáveis dispostos a conversar e contar histórias.


Depois de instalado, fui a um Pub Irlandes aqui perto do hotel. O lugar lembra muito o BudGay de Chicago. Depois de dois pints de cerveja preta e um sanduíche, aço mpanhado de muito bom blues ao vivo, voltei para o hotel. Na esquina do hotel parei para comprar cigarros e encendedor (perco um isqueiro por dia...rsss). Fui abordado, em inglês por uma canadense que estava conversando com o dono da banca, que perguntou pela camisa da Harley. Conversamos quase uma hora. O Lion é técnico em informática e estava em Buenos Aires há uns seis meses.


Vou ficando por aqui. Daqui a pouco saio para comer alguma coisa e dar uns bordejos por aí. Mais tarde ligo pro casal para ver se jantamos no cassino, de qualquer forma vou até lá a noite.


Não deixem de depositar na minha poupança de carinho. Beijos a todos.




Emoção e Notícias Rápidas - 12 e 13 de janeiro

Emoçõdes:
Tenho andado muito emotivo (mais que o normal rsss). Não sei como agradecer o comentário dos amigos. Cada vez que abro o blog me emociono, e muito com as mensagens e com o carinho de todos vocês.
Por favor continuem depositando na minha poupança de carinho, daqui para a frente vou precisar cada vez mais.

Notícias Rápidas:

Já estou em Buenos Aires, depois de um périplo com direito a 12 horas de espera pela barca para fazer a travessia de Colonia no Uruguai para Buenos Aires, só consegui me instalar num hotel lá pela meia noite.
Ainda saí para comer alguma coisa e antes de dormir aproveitei para dar notícias. Tudo corre muito bem. melhor do que o esperado e sou bem recebido em qualquer lugar que chegue.
Amanhã a tarde faço um relato completo desde a saída de Montevidéo ontem de manhã até dia 13.
Só posso adiantar que apesar de alguns imprevistos que acabaran sendo bons, muita coisa, muita coisa mesmo aconteceu em muito pouco tempo com direito a muitas fotos.

Beijos e minha gratidão.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Comichão de Estrada - 11/01/2010

11/01/2010



Ontem fiquei até tarde 2:30 da manhã atualizando o blog, além do acúmulo postei muitas fotos e elas demoraram um pouco para carregar, talvez porque estivessem pesadas.


O pessoal me acordou por volta de 9:00 horas para o café da manhã. Logo depois saímos para dar uma volta pela cidade, conhecer as praias e passar na HD daqui para ver se resolvia um barulho que se acentuou na moto. Um ruído indefinido aparentemente no motor que aparecia cada vez que passava uma lombada em baixa velocidade. Nem preciso dizer que o fato me preocupou seriamente. Apesar da loja pequena, o atendimento também foi muito bom, Cortez e imediato. O Sebastian, do serviços da HD não encontrou nada de anormal e reapertou a pedaleira do mata-cachorro, desta vez a direita. O problema não se resolveu.



Geral da Praia em Montevidéu



Visão contrária com a cidade ao fundo

Quando estávamos saindo da HD deu comichão de estrada no pessoal, tanto os Barrigas Verdes, quanto o casal de Sertãozinho. Resolveram fechar a conta do hotel e partir ainda pela manhã para Buenos Aires. No princípio fiquei na dúvida se os acompanhava, mas resolvi ficar, primeiro porque estava cansado da noite anterior, na qual havia dormido pouco e em segundo lugar porque ainda não havia conhecido o que queria aqui na cidade e não tinha comprado a camisa do Peñarol para o Gabriel. Além disso, o minerinho devagar aqui não gosta de fazer nada correndo, como se diz “nas carreiras”. Quando chegamos ao hotel, descobri a origem do danado do barulho, pareceu que o banco estava solto e o ruído provinha de lá. Foi um grande alívio. Mais um motivo para permanecer em Montevidéu (voltar à HD para reapertar o banco).


Por volta de 12:30 todos já tinham tomado o rumo de Colônia a cento e poucos km daqui, onde pegariam o barco para Buenos Aires. Eles ficaram de me mandar um e-mail avisando onde ficariam para nos reencontrarmos amanhã pela manhã, quando pretendo sair.


Foi uma boa opção ter permanecido aqui, estou gostando muito da cidade. Montevidéu é uma cidade bonita, tranqüila, de gente muito acolhedora e fácil de andar e se localizar, estou me sentindo em casa aqui.


Logo depois que a comitiva se desfez, caminhei calmamente pela cidade em direção ao Mercado Del Puerto à umas quinze quadras aqui do hotel(uma boa caminhada ao sol forte). Aproveitei para procurar a camisa do Gabriel e tirar dinheiro no caixa eletrônico. Achei a camisa muito cara 1.600 p$UR, aproximadamente R$ 160,00, não comprei de primeira. O mercado é bem interessante com muitos restaurantes e, como não podia deixar de ser apinhado de turistas, até os “Sambistas Brasileiros” com uma mulatinha muito resquém, passando o chapéu. Enquanto almoçava uma salada “sem carne”, já que havia comido um bifão na noite anterior e estava muito calor, vi a tal camiseta numa barraca de bugigangas quase em frente. A camiseta saiu por 400 P$UR, um bom preço. Aproveitei para comprar um pacote de maços “ticos” de cigarros (com 10 cigarros em vez de vinte) mais fácil de carregar no bolso.



Praça da Idependência



No Mercado

O calor e o sol estavam muito fortes, peguei um táxi até o hotel, achei bem barato, algo em torno de R$ 7,00, onde fui escovar os dentes e pegar a moto para voltar à HD.


Como já tinha dito antes, a cidade é muito fácil de andar, lembra o Rio de Janeiro de muitos...muitos...anos atrás, portanto foi muito fácil voltar às praias e à concessionária. Afinal de contas o tal barulho (lembram-se?) não era no banco e sim o tanque de combustível que estava com folga, fácil, fácil de arrumar. Mais uma vez não me cobraram nada pelo serviço (Tô ficando mal acostumado).


Quando voltei ao hotel dei uma passada numa loja que vende as passagens para os barcos em Colônia para saber se havia necessidade de comprar antecipado e os horários. Pretendo pegar o “buquebus” das 11 e pouco, portanto tenho que sair daqui de Montevidéu antes das 9 da manhã.


Não pretendo sair mais hoje, a não ser para comer um sanduíche do Mcdonald aqui na esquina, quero aproveitar para deixar a bagagem toda arrumada para amanhã cedo. Acho que daqui para frente quase posso aposentar o blusão de couro e usar o de verão, muito mais adequado para o calor.


Até a próxima,  amanhã de Buenos Aires.
Ps: José Luiz, etoy acá en su tierra, já he ido al mercado como dissiste. A mi me encanto.

De volta ao ar. 09 e 10 de janeiro

Desculpem a demora na atualização do site. Desci de Porto Alegre para o Chuí e não havia internet disponível nem hotel como se verá a seguir seguindo a cronologia dos fatos.




08/01/2010



Como pretendia saí à tarde para ir ao Shopping, comprar a tal mochila e almoçar uma salada leve, que o intestino não me deu trégua o dia inteiro. Logo após fui na loja da HD dar um banho na companheira que ela merecia. O atendimento foi nota 10, Cortez e atencioso e, além de tudo não me cobraram nada. Na saída da HD passei no Super Mercado para comprar umas frutas e um isotônico para agüentar o resto do dia/noite. Acabei não conhecendo nada de POA, me enfurnei no quarto com idas esporádicas ao “trono”.



09/01/2010



Saí cedo rumo ao Chuí (cedo para os meus padrões 10:30). Viagem tranqüila, sem chuva, temperatura super agradável, tanto que cheguei até a sentir frio, uma vez que estava usando o casaco de verão.



Em Pelotas (podem parar o que estão pensando) conheci dois motociclistas de Canoinhas (SC) ao parar num posto para abastecer. O Jacson Padilha e Luiz também iam para o Chuí, Punta Del Leste, Buenos Aires e de lá descerão para o Uschuaia. Resumindo a conversa, o bloco do “eu sozinho” transformou-se numa comitiva de três motos, uma vez que eles generosamente me convidaram para seguir com eles e me adotaram. Vocês já perceberam que durante toda a viagem só fiquei sozinho em Curitiba e Poa?


Formação da "comitiva" em Pelotas




Seguimos juntos para o Chuí parando aqui e ali para fotografar e filmar. Em comitiva o ritmo da velocidade diminui, seguimos em velocidade de cruzeiro de 120 km por hora, um pouco menos do que a velocidade que vinha imprimindo.




Banhado Taím (RG)


Chegamos em Chuí por volta das 19 horas, ainda com muito sol e fomos procurar hotel na cidade, que estava lotada e, consequentemente os hotéis também. Acabamos por ficar numa casa de aluguel de um Gaúcho ao custo de R$ 30,00 por pessoa em frente a um hotel bem razoável, que usamos para o café da manhã. Apesar da simpatia do Gaúcho o lugar era bem simples e dormimos os três num quarto minúsculo, mas tinha ar condicionado pelo menos. Depois de instalados fomo tomar uma cerveja “Patricia” no lado Uruguaio da Avenida que divide a cidade e cambiar plata. As motos fizeram o maior sucesso na cidade toda hora tiravam fotos e faziam muitas perguntas. Devo um agradecimento especial aos dois “Barrigas Verdes” gente muito boa, sem frescura e muito divertidos, realmente bons companheiros de viagem e prenúncio de uma bela amizade. Partiríamos no dia seguinte para Montevidéu passando por Punta Del Leste.




Lado Uruguaio (Chuí)



Moto-varal (Não me atrevo a explicar a razão pela qual tive que lavar a calça jeans no dia anterior em POA...rsss)




10/01/2010



Hoje me dei conta que haviam se passado quase dez dias desde que parti no dia 1º de janeiro e parece que foi ontem. Como o tempo passa depressa.



Amanheceu chovendo bastante forte, tomamos o café da manhã no hotel em frente, nos preparamos e partimos rumo a duana Uruguaia para os trâmites legais de entrada no país onde o procedimento foi muito simples e cortez.




Entrando no Uruguai


Na duana, a nossa comitiva que já era de três motos aumentou para quatro uma vez que conhecemos o Luis Milani e sua esposa Marluz, de Sertãozinho-SP ( que passarem a seguir viagem conosco. Viajamos os primeiros 100 km debaixo de chuva, mas aos poucos o tempo foi se abrindo e deu lugar ao sol que nos acompanhou até Punta Del Leste onde almoçamos, tiramos fotos na “mão” e em frente ao Cassino. O lugar é realmente fantástico e estava bastante cheio, assim como as praias. No ritmo para daqui, para Dalí da viagem saímos de Punta Del Leste por volta de 17:30 para cobrir os poucos 130 km que faltavam até Montevidéo.




Os novos inntegrantes da comitiva, já no Uruguai



La Mano - Punta del Leste



Conrad - Punta del Leste


No caminho nossa comitiva passou a contar até a cidade com mais 4 motos de uma turma de Brasília (Os Bé, assim chamados por serem três irmãos que têm esse nome) que conhecemos numa parada.




Comitiva com os Bé - Perto de Montevideú


Chegamos em Montevidéo por volta de 19 horas e custamos a achar hotel, uma vez que havia um jogo de futebol de um time do Chile na cidade. Acabamos PR descobrir um hotel muito bom a um preço bem razoável, 38US$ o meven 50 para o casal. Chama-se Hotel America, e fica na Calle Rio Negro 1330, no centro de Montevidéu. Optei por ficar sozinho num apartamento porque ao longo do tempo, na vida, venho desenvolvendo minhas manias, e apesar dos bons companheiros, privacidade é bom e eu gosto. Depois de instalados fomos a um restaurante numa praça próxima onde tomamos “um Chopps” e comemos uma boa carne. Ainda bem que intestino está “bão demais” agora.



Vou ficando por aqui agradecendo à vida por ter privilégio de estar vivendo este momento, além de fazer bons depósitos na minha poupança de carinho e de amizades. Quanto a tal “grande solidão” até agora nada, como vocês puderam perceber.

Ps: Quase nãoo precisei usar dinheiro vivo, tenho usado o cartão de débito do banco.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Dia seguinte. 08/01

08/01/2010



Lembram-se que nem consegui comer o sanduba ontem a noite, apesar de estar faminto? Pois é, dia seguinte mal deu para tomar café da manhã, o intestino deu o grito, (rsss) e que gritos. Os planos para o churrasco gaúcho terão que ser adiados e substituídos pela saladinha.


Custei a dormir, acordei várias vezes na noite com dores pelo corpo, acho que foi a tensão da estrada, tanto que, adivinhem? Tomei o café rápido como já tinha dito e voltei para a cama até o meio-dia, ô vidão!


Numa dessas levantadas de madrugada abri a janela e a noite estava esplêndida, uma baita lua num céu sem nuvens, algo que não vejo há muito tempo desde BH, mesmo lá a chuvarada não mostrava uma noite tão bela.




O programa para hoje é passar num Shopping para comprar uma nova mochila, porque a que eu trouxe já deu o que tinha que dar e comer uma saladinha bem comportada. Depois do almoço pretendo passar na loja da Harley para conhecer e dar um trato na minha fiel companheira, que merece um banho. Dizem que o por do sol no Guaíba é muito bonito, vou tentar estrear depoimento filmado com o Guaíba ao fundo, vamos ver se funciona.


Estou pensando seriamente em mudar meus planos quanto a Punta Del Leste. Penso em dormir em Chuí (O início ou fim do Brasil, depende do ângulo que se vê), afinal são mais de 500 km até lá. No dia seguinte vou direto para Montevidéu passando por Punta, se der almoço lá e sigo. Assim o trecho fica mais light e não muda em nada o cronograma e são somente 230 km até lá (mole,mole).


Por falar nisso, agora estou me dando conta que amanhã, no máximo depois, saio do Brasil. O fantasma da “grande solidão” volta a me assombrar, países estranhos, língua, hábitos diferentes. Ainda bem que a minha poupança de carinho e afeto dos amigos está fornida.


Novas Aventuras:


Não considero o que estou fazendo propriamente uma “aventura”, foi tudo bem planejado, estou viajando numa moto muito confiável (minhas homenagens à companheira de duas rodas), por estradas asfaltadas e ficando em lugares bem confortáveis. A aventura fica por conta do vôo solo e pela distância.


Falando em aventura o Eduardo Barros aventou a hipótese, não sei se brincando ou a sério, de fazer algo parecido a cavalo. Olha meu amigo que eu topo, heim? Quando voltar vou aceitar seu convite para o Wisque a planeajar a nova aventura? (Nessa altura a Mônica lá em casa já deve estar arrancando os cabelos, rssss).
Balanço da Quilometragem
Data            Local      Km    Litros   Cons      $       $ p litro


01/01/2010 BH o 0 0 0 0

01/01/2010 Perdões 242,2 12,58 19,25 R$ 32,82 R$ 2,61

01/01/2010 Extrema 225,5 13,31 16,94 R$ 35,00 R$ 2,63

02/01/2010 SP 144,2 6,99 20,63 R$ 17,47 R$ 2,50

02/01/2010 Registro 197,6 12,03 16,43 R$ 31,27 R$ 2,60

02/01/2010 Curitiba 223,5 14,46 15,46 R$ 37,00 R$ 2,56

04/01/2010 Joinvile - Podium 149,2 8,9 16,76 R$ 28,00 R$ 3,15

04/01/2010 Jurerê (Floripa) 191,4 10,98 17,43 R$ 29,62 R$ 2,70

07/01/2010 P. Ing (Floripa) 174,9 11,86 14,75 R$ 32,00 R$ 2,70

07/01/2010 Tubarão 195,3 12,2 16,01 R$ 32,62 R$ 2,67

07/01/2010 3 Cachoeiras RG 125,5 6,83 18,37 R$ 17,77 R$ 2,60

Faltam 180 km até Poá


Totais 1869,3 Km  110,14 16,97 Km/l  R$ 293,57 R$ 2,67


Impressões a Varejo 06 e 07/01

Dia 06/01/2010



Hoje dormi muito bem. Para vocês terem uma idéia, coloquei o relógio para despertar lá pelas 9:30 (para não perder o café da manhã na pousada) levantei para tomar o café e....., adivinhem? Voltei para cama...rssss. Dormi até lá pelas 11:30. Dei uma caminhada de aproximadamente 1 hora pela praia e fui tomar cerveja com o Afonso e família. Fez sol quase o dia todo o que deu até para queimar um pouco, o que significa no meu caso próximo de pimentão. Alías minha figura devia estar patética, cara vermelha do sol na estrada, braços queimados e o restante branco galego.


A noite comi um peixe na lagoa da conceição num lugar que me indicaram chamado Barracuda, muito bom. Continuo com o problema das porções, acabam ficando enormes para esse viajante solitário.


Comentário fora de cronologia: Estou comendo muito pouco. Agora estou escrevendo do Hotel em Porto Alegre e pedi Cheese Filé com batatas fritas, não consegui comer nem a metade do sanduíche e já me dei por satisfeito.


07/01/2010


De volta à cronologia dos fatos, saí de Floripa lá pelo meio dia, além de não acordar cedo, até arrumar toda a bagagem é uma luta, embora já esteja prático na coisa.


Até pegar a estrada para Porto Alegre demorei mais de uma hora, uma vez que era necessário voltar ao centro da Ilha para pegar a 101 e o trânsito estava infernal.



Vista da Praia dos Ingleses


Trecho Norte da Praia


Duna semelhante ao Morro da Careca (acho que em Natal)



Vai uma cervejinha com um peixe?


Para não dizerem que não tiro fotos de lugares turísticos, tái a Ponte Hercílio Luz ao fundo.

Viajei com chuva o dia inteiro. A estrada estava uma “m” muitos caminhões, desvios, pista simples, obras e o diabo a quatro, resultado, só consegui chegar a Porto Alegre depois da 20 horas. Em compensação, quando a estrada melhorou e parou de chover, faltando 180 km para chegar a Porto Alegre, tirei o atraso e fiz o trecho em menos de 2 horas (Andei feito gente grande).Bom que a moto anda bem, muito bem diga-se de passagem.



Quando cheguei aqui um guia de turismo me parou na rua e me indicou um Hotel, dizendo que preço era x e que havia garagem. Quando cheguei no tal hotel, depois de desarrumar toda a bagagem, o recepcionista veio me dizer que o preço era maior, até aí tudo bem (para quem estava cansado como eu), depois me disse que a diária da garagem era de R$ 16,00 e o pior é que tal garagem ficava a 5 quarteirões do hotel. Deixei o dito pelo não dito, rearrumei a bagagem e fui em busca de outro lugar. Quando procurava um Flat que tinham me indicado, dei de cara como um Hotel bem simpático numa esquina com preços razoáveis, garagem para a moto e internet a cabo. Muito bom o tal do Hotel. (O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraido)


Impressões a Varejo

A tal “grande solidão” até que não é tão grande assim já estou me adaptando. E deixando para trás certas impressões. A primeira impressão que gente tem quando chega num lugar sozinho é que todo mundo está olhando para a gente, quando nos damos conta, ninguém está muito aí para nós. Não sei o que é pior...rssss. Outra coisa interessante é que começamos a cultivar certos hábitos não muito “normais”, tais como falar sozinho ou pior ainda se olhar no espelho para ver uma cara conhecida. Agora estou bem a vontade com a situação e não tenho mais essas sensações.

Momento Poético:

Para não perder a embocadura vai aí u "poeminha" que perpetrei num sei quando aí para trás na vida.

Renascer


A serpente que me encanta tem nome: LIBERDADE.

Promessa de amplidão, utopia de plenitude.

Sem grilhões, sem amarras, sem medos, sem censuras, plenamente viver.

A vida tem muitos úteros, de todos temos de nascer, haverá sempre um outro e mais outro...

Cansar, desistir de nascer, morrer.

Romper o útero primeiro e último, novamente renascer.

Uma bolha me envolve, minhas mãos tateiam, tentam rompê-la.

Esta proximidade me acossa. Não há saída.

É romper ou romper, que a luz pela membrana se filtra e eu a busco desesperadamente.

Sensações, falta de ar, falta de espaço.

Velhas conhecidas.

O berço outrora confortável, aconchegante, agora me expulsa, se fecha lentamente sobre mim.

Minhas mãos alucinadas tentam rasgar o véu sobre os meus olhos.

A luz me fere, me apavora.

Fico aqui parado, absolutamente sem ação.

Tenho medo de sair, mas preciso.

Luta inglória, luta insana, nascer é preciso, começar de novo, e de novo e de novo...

Meus pulmões buscam ar, há um enorme cansaço, me deixo ficar até não sei quando.

Talvez seja esta sensação de paz da morte que me mantém inerte.

Daqui a pouco uma contração destas acabará me expulsando, ou algum fórceps qualquer me arrancará deste torpor.


Um beijo a todos, minha gratidão pelas manifestações de carinho, até mesmo pela cobrança da atualização do blog. Vou fazendo meus depósitos na minha poupança de carinho.